terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Hino a Khepera





Khepera,autocriado,sozinho viestes das águas primordiais
Louvores a Ti que levanta-te ao Leste e repousa sobre Ma’ at.
Tu és belo e todos se alegram ao banharem-se em teus raios de esperança.
A face de todos nós é vista por Ti durante teu percurso – nada é invisível para Ti.
Eu lhe dei meu coração meu Pai,minha Luz,calor de todas as manhãs. Levanto minhas mãos em adoração.Tu me criaste e eu sou parte de Ti.

Adaptado por Paut Khepera em 12/2013

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Escaravelho

 
Pingente no formato de escaravelho da tumba de Tutankhamon - Império Novo
XVIII dinastia — Reinado de Tutankhamon (c. 1333 a 1323 a.C.)
Ouro e pedras preciosas

[...] Um amuleto especial, o escaravelho do coração, detém um papel determinante no momento da passagem da morte terrestre para a vida eterna. O escaravelho é o símbolo das metamorfoses e das mutações.Colocando-o no coração da múmia o mago confere ao morto o poder de atravessar as zonas mais obscuras onde o ser se arrisca a sofrer graves atentados.[...]

O Mundo Mágico do Antigo Egito - Christian Jacq

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

*** AVISO***




Agora o blog tem uma página informativa respondendo sobre como fazer o curso da House of Netjer. TODAS as informações necessárias estão na aba aqui no blog e qualquer dúvida só será respondida conforme instruções escritas no texto.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

(An)danças





Esse final de semana nós fomos visitar um outro pedaço da África.Pedaço antigo,pedaço ancestral,pedaço chão de terra,pedaço que nos recebeu de braços e sorrisos abertos. Esse final de semana fomos numa festa do Candomblé,festa de Oxum, saída de uma filha de Oxum. 


Coisa mais linda nunca vi. Há dias eu estava com vontade de ouvir um bom toque de atabaque e a oportunidade chegou pelas mãos de um amigo querido. Fomos nós e o pequeno que aliás,se divertiu muito,cantou,dançou e fez a alegria das pessoas da roda.A cada sorriso,a cada chamado,a cada giro eu sentia o poder do amor dos deuses,nossos e dos outros e no final tudo se funde. 


Não posso negar a atração pelas danças é muito forte em mim,o som do atabaque é ancestral, é algo que puxa e limpa tudo e só fica a vontade imensa de dançar. Penso que a espiritualidade da África é cosia que mexe porque é alegre e séria ao mesmo tempo,é algo que perpassa esse e outros mundos,é algo que colore a vida e que ilumina. Coisa rara de se ver nos nossos dias e coisas comum em tempos antigos.

Antes de ser Kemetica eu sou algo além...eu sou uma observadora do cotidiano,uma admiradora da fé. Eu sou uma pessoa do deserto e não dos templos.Eu caminho em silêncio e louvo o tempo.


E para trazer alento ao coração uma frase de Rumi:


"Eu procurei em templos, igrejas e mesquitas. Eu encontrei o Divino dentro de meu coração."

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Oferendas e gnose pessoal



Texto antigo,escrito por mim em outra realidade mas, cabe em muitas realidades,inclusive na minha atual.



A questão da oferenda aos Deuses sempre foi uma grande dúvida minha. Procura da aqui, procura ali, pesquisa de cá, perguntas acolá e ninguém nunca me deu uma resposta feita e os livros me geram certa desconfiança. Então resolvi observar tudo a minha volta e analisar como a “personalidade” dos Deuses se manifestava no dia-a-dia. Mesmo assim a pergunta não parava de martelar minha cabeça: O que ofertar? Como ofertar? O que é adequado ou não?



De repente, mexendo nos livros sobre o Egito encontrei a seguinte citação: "Fazei oferenda com o que se encontra em vossas mãos. Se não possuís nada, pronunciai a oferenda com vossas palavras." Estela do Cairo 2003. Aquilo foi uma mudança radical no meu pensamento cartesiano capricorniano. Comecei a  encarar meu culto como algo mais doméstico e informal do que eu poderia aceitar e imaginar e assim a coisa fluiu. Montei meu primeiro altar com uma imagem, uma tigela de barro para oferendas e um suporte para as velas. Meses depois percebi que comecei a agregar coisas para o meu altar e também para a minha modesta ritualística.



O que eu quero dizer com isso tudo? Quero dizer que constatei que a sabedoria milenar dos egípcios está certa, pois muitas vezes nós não temos nada em mãos para ofertar aos deuses – e olha que os egípcios eram demasiadamente caprichosos quanto a suas oferendas! – e esquecemos que a maior oferta vem de dentro, do nosso coração que queima de devoção. Se você não tem nada a ofertar, porém quer do fundo do seu coração ofertar algo, homenagear os seus Deuses, oferte o que você tem de melhor, oferte a sua alegria, monte a sua “festa”, celebre a vida ofertada pelos Deuses.



Muitas vezes não ergo o meu altar, prefiro colocar uma música bem animada que intuo que determinada divindade irá apreciar. Por exemplo: eu gosto muito de rock e creio que uma das divindades que cultuo gosta também; é uma coisa que se sente na pele, coloco o CD e sei que Ele está lá, se divertindo também. Conheço pessoas que possuem uma forma peculiar de ofertar coisas aos Deuses usando o paladar refinado para compor pratos culinários para sua divindade de devoção. Dá super certo, diga-se de passagem. Outros usam a dança, a música, a poesia, as artes gráficas para ofertar, homenagear seu/sua Deus/Deusa. Creio que temos energia criativa de sobra quando abraçamos uma religião, e quando nos deixamos ser abraçados pelo mundo sagrado as energias fluem em nós e no nosso mundo, fazendo-nos criar liturgias próprias, divertidas, eficientes e prazerosas. Afinal de contas, os Deuses também querem se divertir e banquetear conosco, concordam?



Não quero, de forma alguma, desmerecer os cultos formais. Eles são totalmente válidos e necessários, mas não são o único caminho. O que tento passar aqui é que também existem formas alternativas de se celebrar, principalmente no nosso caótico cotidiano. Os Deuses são a vida que existe dentro de nós e Eles se regozijam com a nossa alegria e criatividade. Essa é a nossa maior oferenda.